19 de dezembro de 2012 às 20:44

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-”Nossa, Cotti, tem 3 meses que você não escreve nada aqui, aí você volta com tanta ra-”

-Whatever.

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19 de dezembro de 2012 às 20:38

Stallman e os que não querem saber

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Não tenho palavras nem macros que expressam o tamanho da minha vergonha alheia de determinados imbecis que estavam nessa palestra, e do notório despreparo da organização do FGSL.

Opiniões pessoais de fora, aqui no Brasil não se tem inglês obrigatório no mercado. Dependendo da área, você é só alguém muito despreparado e com séria desvantagem - problema seu. O problema, no caso, não é bem esse. É a velha mecânica de uma parcela lamentavelmente grande de indivíduos, que possuem uma lógica infalível:

“Não aprendi, não quero aprender, e foda-se o seu – eu quero tudo de colherzinha, caso contrário apronto barraco.”

Aparecem exemplares destes que não entendem nada de inglês, praticamente nada de espanhol, e é discutível a capacidade deles de lidar com o português. Eles entram no auditório, encontram o Stallman e ninguém que aparenta ser um tradutor. Ele começa perguntando em que língua ele deve falar, das que ele sabe: inglês e espanhol. Por preguiça, por farra, por não entender, por apenas seguir quem entendeu a pergunta, é decidido inglês.

Se um palestrante não sabe falar na língua natal do local do evento ou da lingua de facto em casos especiais, um tradutor simultâneo é muito importante – independentemente do nível de aprendizado esperado para a situação. O inglês é “apenas” informalmente a língua oficial da área – o ideal e geralmente requerido é que exista um mínimo de entendimento por parte de quem entra no mercado da “informática”. A organização do FGSL, sim, tinha a obrigação de saber que esse tipo de indivíduo que ignora o conhecimento certamente faria parte, porque não tem nada em que não apareça. Ou mesmo chamar um tradutor por questões de simples comodidade, tanto dos palestrantes quanto do público. Pode ser cansativo, ou a pessoa pode entender a ideia geral mas não os detalhes – um tradutor é útil aí. Mas vamos seguir.

Stallman faz sua palestra, até que um desses exemplares começa a choramingar que não tá entendendo. Ele literalmente interrompe a palestra pra choramingar que RMS está falando coisas que ele não consegue decifrar. Um organizador repassa a mensagem pro Stallman e aí começa a putaria desenfreada. Ele pergunta novamente qual linguagem a ser usada, e dessa vez a maioria quer espanhol. Só que aí a parte mais importante e essencial da palestra dele já passou, e o ritmo foi totalmente quebrado, e palestras costumam possuir uma coisa chamada “limite de tempo”. Não me admira nem um pouco que o Stallman perca a paciência e o fio da meada.

Sistematicamente, o povo entra, sabendo que é coisa que eles não conseguem entender, acham ruim que não entendem (o que era o esperado!), e avacalham tudo para os que foram para entender algo. Eu não consigo acreditar que não é de propósito.

E é por isso que eu desisto com muita facilidade de qualquer coisa que envolva passar conhecimento adiante.

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4 de setembro de 2012 às 18:07

Do incompleto ao defecativo

Nunca entendi meu apreço muito maior ao que é inacabado do que está completo.

Música? Minha coleção de bootlegs do Zappa gasta mais espaço no meu HD que a discografia completa dele. Gosto de ouvir trabalhos em progresso de outras pessoas.

Software? Eu não uso rolling-release por acaso. Ativo repositórios [testing] e sempre que posso pego direto do git builds sempre que inicio o MarkMobile. Sou aficcionado em testar coisas ainda em desenvolvimento, mas perco um bocado do interesse quando ele está pronto.

O que há de especial nessa tal “imperfeição”? Eu não sei se é reflexo da minha própria deficiência, se é fruto do meu terror de ver o fim das coisas, ou se realmente há algo de interessante no acompanhar do desenvolvimento que desaparece quando a caixa se fecha.

 

E ah, de hoje em diante estou largando essa coisa de tags. Nunca lembro. Categorias já é um exagero, e é mais do que suficiente.

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16 de julho de 2012 às 13:55

Dia 14 de julho de 2002, eu abri O Diário de Um Cotti, que pouco tempo depois veio a se tornar No Cafofo do Cotti.

A Apócrifa Cânone, de certa forma, continua os trilhos de seus antecessores. Eu os considero a mesma coisa, um mesmo canal por onde extirpo palavras da minha cabeça.

Eu lembro de meados da década passada, em que eu me perguntava como seria quando o blog fizesse 10 anos de idade, e o que eu faria para comemorar um marco dessa magnitude. A resposta é que muito além de estar com bloqueio criativo e emocional, eu estou incrivelmente ocupado e longe do cafofo em questão. Passei o aniversário de 10 anos da minha existência blogalística como um trabalhador braçal em São João Del Rei. A tendência é ter um pouco menos de trabalho nos dias seguintes, no entanto. Mas ela não tem se cumprido.

É uma cidade bonita pelo que vi até agora. A temperatura é a melhor parte, foi o primeiro lugar que conseguiu dizer algo próximo de “não seja completamente mal-vindo aqui”. A madrugada é especialmente noir e eu quase chego a ver menos cores. Obviamente tenho algo preparado para a viagem – mas ainda não sei quando vou começar.

Voltando ao assunto, digo que até hoje guardo arquivos da época, e minha nossa, tenho cada vez mais vontade de queimar o HD. Me pergunto se o eu de 10 anos no futuro terá a mesma sensação. Eu acho que sim. Criar o blog foi a decisão mais impactante da minha vida, disparado. A quantidade de situações, decepções, decisões e por que não alegrias que nunca me seriam proporcionadas certamente me tornariam alguém muito diferente. Eu certamente não estaria aqui em São João Del Rei, curtindo este agradável frio e esta dor nas pernas por conta do trabalho. Fiquem com esta agradável foto de vacas que tirei durante a viagem. Parabéns, querido diário.

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18 de junho de 2012 às 19:11

Maruko-chan

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Foi um pouco mais de um ano.

Maruko-chan apareceu de repente, já causando problemas. Na verdade foi a Vivo, depois a Tim. Depois foi ele mesmo. Nunca vou esquecer da primeira vez que senti minha já pouca privacidade ser invadida tão ferozmente pelos algoritmos de captura de listas de contatos e heurísticas de identificação de duplicatas – e como que do nada, Maruko já sabia de tudo que se precisa saber sobre mim.

Falhou sozinho em muitos momentos, em outros falhou comigo, me fazendo a única companhia que eu tinha nessas horas.

Resistiu bravamente a mais de um ano sendo meu aparelho – e enfrentou inúmeras provas de fogo. Caiu de molho de pimenta a sakê nele, e ele perdurou. Caiu em Janeiro, espatifou sua tela, continuou funcionando. Tela partida, mas sem nenhum arranhão.

 

E agora deixa-me, preparando terreno para seu descendente, que faz seu caminho do Paraná. Sua morte repentina não deixou espaço para despedida, mas fica a gratidão por ter dado a oportunidade de tanta gente me ligar durante o último ano para me cobrar, me xingar e me dar bolos.

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17 de junho de 2012 às 10:15

Lista

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Da escola, férias. Se forçadamente prolongadas ou não, não importa. É hora das resoluções de férias.

  • Gravar algo
  • Completar o curso do CodeAcademy
  • Estudar make
  • Completar 300 animus assistidos
  • Ficar menos gripado
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17 de junho de 2012 às 10:07

Destroços

Qual a melhor forma do meu corpo comemorar o final do que talvez seja meu último semestre e de uma sequência de trabalhos urgentes acontecendo ao mesmo tempo?

Você acertou se pensou “pegar uma outra gripe violenta, duas semanas depois da anterior“.

 

Eu não gostava de abrir mão de coisas em detrimento de outras, mas aconteceu (e muito) nos últimos tempos. Parece que chegou a minha “crise dos 25 anos” – como se já não bastassem as outras. Que que eu vou fazer do resto da minha existência, já que vou ter que conviver com ela?

É aquela coisa do quarto. No geral, tirando aqueles momentos especiais em que por exemplo você finge arrumar ele pra chegada de uma visita – ou até mesmo EXATAMENTE por existirem esses momentos especiais de fingimento – seu quarto reflete seu estado mental.

Meu quarto está inabitável, não importa o quanto eu tente arrumar. A bagunça acontece do nada.

 

Outro dia, eu vi um quarto, meio que sem querer. Eu tive que ir lá, e aconteceu. E eu fiquei me perguntando sobre essa história, e até perguntei para uma pessoa e outra sobre o tal dilema do quarto. Aí um tempo depois, o dono do quarto abriu rapidinho a porta do seu “quarto”, e eu vi que apesar da sala estar sempre limpa, o quarto estava um caos, do seu jeito.

De certa forma eu odiei estar “certo”, porque um quarto em caos é desconfortável. Um quarto arrumado é aquele em que, não importa qual seja a ordenação dele, você pode apontar e dizer “tal coisa fica ali”.

 

Mas do que eu tô falando mesmo?

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23 de abril de 2012 às 14:16

A gota d’água

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Quando uma gota de água toca o asfalto em uma rua de Belo Horizonte, uma coisa é certa:

A cidade para.

É um fenômeno tão trágico quanto interessante, ver como o nível de habilidade e percepção do motorista convencional da capital mineira, que já é pavoroso, consegue cair grotescamente. Os piores motoristas imediatamente saem dos buracos onde moram e trabalham para procurar cruzamentos, e ficarem parados, impedindo a circulação das ruas adjacentes.

Onde eu já vi isso antes?

Estudando deadlocks em sistemas operacionais.

Um Deadlock. Kibado de saporra.com.br
Um Deadlock. Olhe pela janela e pensa se não parece aqui. (imagem kibada de saporra.com.br, primeiro resultado do Google Imagens para deadlock)

Fazendo uma analogia terrivelmente eficaz, se tivermos E como os espaços existentes, Cij  a matriz de cruzamentos, triângulos, e outros mecanismos de fluxo de veículos da cidade, Aj como os espaços para veículos antes que este espaço específico entupa, k a quantidade de motoristas ativos no momento e Qij uma matriz dos pontos na carteira dos motoristas, num determinado tipo de cruzamento j teremos o seguinte resultado:

E_j = {\sum_{i=1}^nC_{ij} + A_j} - {\sum_{i=1}^k\frac{Q_{ij}}{2}}

Se essa conta fosse feita por aí, provavelmente daria um resultado negativo, significando engarrafamento. Bem simples, não?

Aí a gente tem os algoritmos impressos nas mentes subdesenvolvidas dos motoristas belorizontinos. O Algoritmo do Avestruz se encaixa não na descrição – “enterrar a cabeça no chão e esperar o problema se resolver sozinho“, mas sim no tamanho do cérebro de ambos ave e motorista. O piloto espera não por uma resolução dos veículos mais à frente, mas sim por uma chance de piorar ainda mais a situação.

Se tiver um ônibus vermelho então, pode dizer adeus ao seu trabalho no dia.

É necessária a implementação urgente de um sistema supervisor na cidade, que faça uso da eliminação de processos, se é que vocês me entendem.

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25 de março de 2012 às 0:50

Um pequeno conto programático

O Sussman estava sentado em seu trono de mago, ainda vestindo seu usual chapéu de mago e robe, que ainda estava um pouco molhado devido ao banho que ele acabara de tomar. Enquanto acariciava sua barba de pescoço, ponderava sobre as coisas que os que alcançaram o Satori ponderam. Sob seus pés, jaziam os fragmentos do pitão, o vil demônio invocado pelo nêmesis do Sussman e anticudder Abelson, então derrotado pelos honrados e bravos nômades Haskell.

Os nômades não estavam ali nesse dia de trevas, no entanto. Haviam rumores sobre Guido nas florestas ao norte, que supostamente estaria desenvolvendo uma nova e ainda mais vilanesca cobra para degladiar com o glorioso Satori. Eles haviam perseguido Guido mais de 9000 vezes no passado, mas nunca o encontraram em suas jornadas. O maldito Guido era traiçoeiro como uma víbora.

O Sussman acariciava sua barba de mago enquanto murmurava a canção do SICP… O dia de hoje seria um parêntese bem balanceado.

Cons virou-se para o Cudder, “Relatório?” – Cudder vestia-se com o garbo dos nômades Haskell – armadura relativamente leve, adornada com os símbolos sagrados do Haskell. Os nômades não precisavam de muita proteção corporal – eles viajavam rápida e vigorosamente, quase tanto quanto o Sussman viaja nas entranhas da SUA IRMÃ toda noite enquanto você está sozinho no seu quarto se deliciando com os escritos sagrados. E eles eram armados até os dentes. Eles providenciavam um efeito determinístico e constante à batalha, de forma que sua chegada quase podia ser currificada para otimizar a velocidade de execução da batalha e terminá-la logo.

“Nada senhor, o quadrante leste parece vazio. Nada foi encontrado.”

Cons, nem precisando pensar muito na resposta, disse: “Excelente. Cheque os outros três quadrantes; se qualquer coisa for encontrada, subdivida recursivamente e busque até que a localização seja encontrada numa margem de erro de um metro quadrado.”

“Sim, senhor!”

Disciplina era primordial entre os nômades Haskell. Se uma determinada expressão não se comportasse de forma determinística, ela tinha que ser encapsulada na mortalha dos nômades e retornada à terra natal após um ritual de suicídio – não havia espaço para mônadas num grupo tão enxuto. Era inaceitável.

Eles tiveram que realizar uma dessas cerimônias na semana anterior. Um de seus companheiros, Reed, começou a se comportar de forma diferente do usual. Uma inspeção metacircular revelou que ele estava de fato infectado com a doença mortal, e foi despachado como era necessário. Cons cortou sua barba de pescoço. Reed se foi, celebrando o além-vida com a Lambda da Abundância.

Seus pensamentos foram interrompidos repentinamente por um estampido!

OS CAMLS!“, alguém gritou.

“Droga,” Cons pensou, “esses Camls desgraçados e suas porcarias de características imperativas poluindo o nobre conceito de funcionalidade.” Os Caml já foram uma raça nobre, mas ninguém se lembra de tais tempos áureos. Suas espadas sintáticas eram perfuradas com uma mistura caótica de operadores, uma cacofonia de poucos pontos (Perl é um deles).

Cons desembanhou seus excepcionalmente forjados parênteses, o ar preenchido com um glorioso tinir. Normalmente um nômade não utiliza tal arma; este par lhe foi presenteado pelo Sussman em pessoa e ele aprendeu a usá-los bem.

Um guerreiro OCaml repentinamente saltou e atirou um mal-formado interroga-exclamação numa tentativa de corromper a pureza determinística de Cons, destrutivamente aplicando seu estado com transparência referencial (magia negra considerada uma das mais profanas das profundezas do inferno). Cons levantou seus parênteses e golpeou o Caml com uma rápida função lambda, mas o Caml inferiu o tipo do ataque e conseguiu escapar sem efeitos colaterais. Ele não notou, no entanto, que a intenção de Cons não era de derrotá-lo com a lambda mas sim de incorporar a lambda num encantamento foldl para reduzir o estado do Ocaml em um único valor de retorno. O Ocaml soltou um grito enquanto a recursividade de cauda produzia um único valor de seu estado sem nenhum efeito colateral: -3.

“Um Ocaml muito fraco”, Cons pensou para si. Ele avistou seus companheiros; a maior parte havia se saído bem. O ataque, apesar de repentino foi pequeno, a maior parte dos Ocamls que não estavam mortos estavam ou morrendo ou tentando sair do contexto de execução corrente. Seus subordinados não tiveram muito dano, porém um foi expandido em um vetor e então operado em escopo local. Cons balançou a cabeça; era uma morte terrivelmente torturante, mas ainda assim honrosa.
De volta ao MIT, O Sussman estava comendo um sanduíche de atum, algo reservado para a aristocracia. A frase na latinha era, “Você não pode tunar um sistema de arquivos, mas pode comer um sanduíche de atum!” – Não era muito bem recebida, claro, mas era suficientemente conhecida nesse ponto para permanecer.

O Sussman mastigava seu delicioso e suculento atum quando de repente ele sentiu atrás dele uma compreensão de lista. O ABELSON! O Sussman pulou de seu trono, seu chapéu de mago quase voando de sua cabeça (ele a manteve com um rápido (def (f x y) (f y x))).

E bem a tempo – o golpe d’O Abelson, que pretendia truncar o sanduíche de atum d’O Sussman atingiu o trono de mago de madeira, que se partiu em mil pedaços.

“Ora, ora, Sussman, vejo que você manteve algumas de suas habilidades da 6.001. Você pode ter se esquivado dessa expressão, mas o quanto acha que consegue suportar contra meu Python3000?”

“TRÊS MIL?!”, O Sussman exclamou em resposta, gargalhando. “Você nunca entendeu, Hal; você não conseguiria me derrotar nem com PythonOver9000.”

“Do que você está falando, Gerry? Eu vi seus pod-” – ele parou, boquiaberto quando percebeu a realidade. “NÃO, NÃO PODE SER!”

“SIM. SUAS SUSPEITAS ESTÃO CORRETAS, HAL. EU ESTIVE SUPRIMINDO MEU PODER DE LUTA!”

“COMO ISSO É POSSÍVEL??!” Hal exclamou. Em desespero, O Abelson atirou uma série de compreensões de listas, dicionários e exceções n’O Sussman, mas Gerry facilmente repeliu os famigerados encantamentos.

“Você nunca entendeu, Hal,” – ele declarava enquanto preparava o golpe final, “sempre foi tão simples quanto EVAL-APPLY!!!!!!” – ele exclamou ao desencadear o mais poderoso feitiço n’O Abelson.

O mundo congelou.

Poucas pessoas viram uma magia de tamanho poder; menos ainda sabiam usá-la e menos ainda se atreviam a usá-la. Neste terrível momento de suspense, o mundo congelara. Completamente. Não é só um artefato literário, alguma coisa teve uma falha de segmentação.

Sepples olhou para a tela. “Puta merda!“, ele esbravejou. Alguém estava rodando um interpretador Ruby, que exauriu não apenas a memória física da máquina, como também a memória virtual. Ele ia ter que reiniciar o sistema do último ponto salvo e fazer a computação novamente em outro dia.

“Merda”.

 

Traduzido para o deleite de vocês.

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25 de março de 2012 às 0:10

Torcicolo

Acordei com um, e meu dia está sendo um pesadelo.

Eu acho que a pior parte foi pegar o metrô.

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21 de março de 2012 às 3:03

Bisnaga Plástica 13-2

Muito tempo se passou desde que eu escrevi sobre a minha incrível descoberta de que bisnagas plásticas se chamavam assim.

Desde então, pessoas chegam até aqui, vindo do Google, buscando por informações de onde comprar essas coisas. É sério. Todo santo mês tem uma busca sobre o assunto no Awstats/Webalizer. Parece que sou o campeão regional do misSEO.

Eu comecei então a pesquisar de verdade sobre o assunto. E descobri que muito mais coisas que eu pensava se chamam bisnagas – o que me deixou um bocado atordoado. Só não vou postar indicações aqui porque um, eu não gosto da ideia de propaganda, seja ela gratuita ou paga (lê-se eu pago para fazer a propaganda), e dois, pior é que dos 30 sites que eu olhei, havia mais link quebrado, falta de preços, falta de contato e bizarrice que qualquer outra coisa. Inclusive bisnagas.

 

Por outro lado, outro termo que rende visita aqui TODO MÊS é “anais bizarros“. Disso, façam a pesquisa vocês mesmos - essas coisas são muito light pra mim.

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20 de março de 2012 às 2:09

O tragicômico fim do Google Wage… erm… Wave

» por em: Tolices

O anúncio já era antigo, e o lugar já era deserto.

O Google Wave era um troço desajeitado, querendo funcionar rápido numa época em que os browsers não acompanhavam como o fazem agora. Ainda assim, era rápido.

Poucos entenderam, muitos viraram a cara por não ser o Orkut ou o Facebook (na época, o Brasil ainda estava no Orkut), e mais gente ainda falou que era ruim porque leu no site de notícias favorito que acha que é blog. Ainda assim, era simples.

Talvez porque usar o cérebro não seja o forte do usuário padrão de Internet contemporâneo, o Google Wave não conseguiu despertar o espírito do brainstorming no mundo. Pra mim, sempre será algo à frente de seu tempo. Não muito, já que aqui no plano virtual as coisas andam muito rápido. As coisas seriam diferentes se houvesse aquele teste cognitivo/lógico básico que eu tanto quero como pré-requisito para se ter um computador em casa.

Eu provavelmente não passaria no exame, inclusive.

O sistema do Wave foi passado para a Fundação Apache, que incubá-lo-há e quem sabe um dia não apareça uma versão utilizável em servidores de pequeno porte, para uso pessoal?

Mas a parte boa foi ver que aparentemente a Google realmente toma uns instantes para escrever com os próprios dedos desajeitados, em autênticas lágrimas de crocodilo, o epitáfio de sua mais promissora e fracassada plataforma. E aproveita e escreve errado.

ATÉ TU, GUGOS

GOOGLE WAGE

Eu não acredito que tô lendo isso.

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14 de março de 2012 às 1:13

Dia da vergonha alheia

Ontem foi difícil.

Aconteceram coisas que causaram certa repercussão, e rendeu uma chuva tragicômica de desinformação. Eu costumo achar graça de quando uma aglomeração de humanos espalha entre si a crença de que 2+2=5, mas de certa forma eu fiquei tão boquiaberto com a situação que ficou complicado resistir.

Minha visão é simples, e quem sabe um mínimo do que eu digo, sabe que há um abismo de diferença entre não saber algo e não querer saber algo pertinente. É aquela velha história: somos todos eternos alunos, mas ninguém precisa ficar sempre com o chapéu de burro.

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13 de março de 2012 às 4:40

Crash course

Uns 20 minutos para me assegurar de alguns pontos da sintaxe, mais uns instantes para pesquisar sobre as funções padrão, e montei um novo index para o Cotti.net.br incluindo um pequeno script em PHP.

Vou aumentar a quantidade de coisas que podem ser vistas, mas basicamente a cada vez que você entra, algo ao qual você provavelmente fará uma cara estranha vai passar. Divirtam-se.

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12 de março de 2012 às 17:41

O quasi-drama da saída do balaio

» por em: Tolices

É como eu falei em algum lugar outro dia.

Qual a vantagem em ganhar uns 6 segundos tentando ser o primeirão do rebanho a sair do ônibus, minha senhora?

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12 de março de 2012 às 1:17

Sexpcode nos comentários

» por em: Metablogaria

Algo interessante é o imenso capricho em alguns detalhes que jamais serão vistos que eu procuro ter de vez em quando.

Aí pensei no que eu poderia fazer, e só havia uma resposta: Implementar o paradigma funcional nos comentários do blog.

Agora estamos com um belo interpretador de Sexpcode, em busca em um BBCode melhor.

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12 de março de 2012 às 0:40

Outra vez

Mudei pro centro, né. Algum dia eu conto sobre alguns acontecimentos sobre a mudança. Não acho que tenha muita coisa importante.

Mãe está em São Joaquim de Bicas, e na mudança dela, o peste tentou fugir, eu fui atrás dele. Arrebentei minhas mãos e dois meses depois as feridas ainda estão fechando. Cicatrização completa vai levar um tempo. Acho que a marca fica. Essa foi a mão direita uns… 2 dias depois.

Fiquei sem usar talher uma semana.

Maruko-chan ficou com a tela totalmente arrebentada, e o 3DS, no qual caí com todo o peso do meu corpo, teve um levíssimo arranhão. Fiz o orçamento da tela do Maruko: 290 pilas. Vai ficar rachada.

Mas olha só, agora eu oficialmente tenho também a linha do azar. Quiromantes de plantão, tomem essa.

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12 de janeiro de 2012 às 4:34

O esperado post sobre Katawa Shoujo e suas implicações pessoais

Curiosamente eu escondo meu poder de luta por aqui, o que é completamente desnecessário – todo mundo sabe que eu sou um lunático. Talvez nem seja de propósito.

Como todos sabem (pelo tanto que eu fiquei berrando aos quatro ventos), saiu Katawa Shoujo. Eu não vou falar das baboseiras técnicas do que é o gênero e o jogo em si, porque o Google é ao lado. Eu queria comentar da profunda reflexão filosófica que a história causa. Muito além de escolher uma waifu, KS te dá mais sensações do que se pode segurar, especialmente se você não espera por isso. A minha reclusão parece ter enfatizado isso…

2205 

Mesmo as rotas das que você menos gosta (para mim, Shizune e Rin) ganham mais textura a cada vez que você relê algum trecho e/ou completa os caminhos de escolhas possíveis. Todas acabam por se tornar histórias agradáveis, e, ainda que com alguns momentos em que as tramas ficam arrastadas, dão a sensação de serem curtas demais. O preconceito jogado em cima da produção apenas intensifica seu sabor, e o fandom contribui. A trilha sonora foi apenas espetacular.

Ao passo que Kanon (2006) e Clannad / Clannad After Story me fizeram chorar copiosamente quando os assisti (cerca de dois anos atrás), não mexi um músculo em Air, que eu tinha reservado para depois quasi ad eternum por ser considerado tão mais dramático, e acabei por ver recentemente. Consegui um desligamento muito grande do mundo, ao que parecia.

Aí veio Katawa Shoujo e me jogou no chão. Provavelmente não é a melhor arte (mas é excelente para algo de fãs), a história possui buracos… Mas é um contexto fascinante. Um conto de algo finalizado, por um grupo que agora vai tocar seu rumo. E aí eu noto que foi fisgado justamente o meu maior medo, o fim das coisas. Eu tenho horror ao conceito de fim. Em no máximo duas décadas após a minha morte, já não haverão vestígios da minha existência no universo. E essa coisa toda é um dos motivos que me impede abruptamente de terminar qualquer projeto, talvez.

Eu arrasto cadáveres maquiados. Este blog não é uma exceção. Essa coisa de blogar morreu já faz meia década. Agora o termo virou “site de notícia”. Tudo é blog, só que nada mais é blog. Minha música não é exceção. Eu largo tudo no meio do caminho para não ter que conviver com o seu término. Envelheci e guardo perigosamente tudo que acontece, ainda que eu jamais revisite o passado. O perigo, tornando-se realidade, toma-me algo, eu não gosto mas no dia seguinte a memória já não me diz o que houve.

 

Estou jogando/lendo novamente, revivendo todas as histórias, mas eu não consigo deixar de sentir uma melancolia imensa quando vejo uma arte, ou ouço alguma música da trilha. Ficou pregada em minha cabeça. Tanto quanto um VN memorável pelo esforço coletivo e tendo tudo para dar errado, dando certo, quanto por representar algo que eu sempre fui incapaz de fazer e compreender: deixar.

Download: http://katawashoujo.blogspot.com/2012/01/katawa-shoujo-released.html

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12 de janeiro de 2012 às 2:18

Eu vi uma barata

Recentemente eu fui ao Yukai com Tux, Tavos e Toflon. Acho que eu me senti deslocado por não ter uma designação começando com “T”.

Depois, eu e Toflon fomos rolando pela Savassi, meio sem rumo, meio a caminho de casa. Paramos um tempo, deixei ele se divertindo no 3DS, tentei aplicar-lhe um pouco de música de Touhou, e constatei novamente que tem algo muito errado na renovação de créditos via telefone da TIM.

Resolvemos então que era hora de dizer adeus. Ele vai primeiro, e eu me dirijo ao ponto de táxi mais próximo. O taxista era exatamente um cruzamento entre Sérgio Dias e Sérgio Reis. Não, sério. Lembrava um pouco mais o Dias, nos tempos dos Mutantes do final dos anos 70.

Acolhi-me no banco da frente, e notei um vulto estranho perto da saída de ar, mas não dei muita atenção. Dei as coordenadas e começamos a viagem. Só que mais ou menos um minuto depois, o vulto passou do meu lado, na porta. Uma barata de tamanho razoável. Segui o caminho dela com os olhos, e não resisti:

- “Erm… cara, tem uma barata aqui.”

- “Sério?”

- “Sério.”

Foi uma situação tão awkward que eu fiz a única coisa perfeitamente ofensiva que eu consegui pensar: descasquei de rir. Ele parou o táxi, pegou um jornal, fez uma espada e caçou ela por uns instantes comigo. Pelo jeito, ela se dirigiu ao porta-malas. Voltamos aos assentos e parte do resto da viagem foi sobre bueiros, chuva, e a promessa de que ele iria passar na Araújo para comprar um Baygon.

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4 de janeiro de 2012 às 9:27

No qual eu falo sobre compras de livros da área da computação

Eu morro de medo.

É a conclusão na qual cheguei, depois de notar um hábito muito peculiar. Sempre percorro estantes de livros, procurando algo interessante. Praticamente nunca acho, a não ser que seja algum material do qual rir – vide essa série meio rip-off do For Dummies, o “Use a Cabeça”. Li alguns primeiros capítulos de uns dois livros deles, e minha nossa, que bagunça. Talvez faça sentido para humanos normais, deixar toda a informação no meio de tracejados que vão de lugar algum até o quinto dos infernos, mas não para mim. Quer dizer, ao menos não daquele jeito.

americanasinfo É, as Americanas sabem como tratar a clientela, né?

Eu costumava achar que era simples preguiça, por ser “fácil” encontrar e-books. Mas hoje eu tive essa epifania óbvia, de que as coisas não são tão fáceis. Meu conteúdo favorito é até disponibilizado gratuitamente para leitura, mas eu até que gostaria de uma cópia física.

Não é fácil ler no monitor.

Não é fácil encontrar algo realmente interessante.

Não é fácil encontrar livros atualizados.

E este último ponto é muito sério. Existe um preconceito enorme das livrarias  – e que é piorado em outros tipos de lojas (i.e. Lojas-online-que-vendem-de-tudo) sobre o material que se liga neste âmbito. “É tudo coisa de computador, joga naquele canto, nem vamos ver se já é coisa morta.” Há um certo desencontro dos tempos.

Livros sempre foram “eternos”. Não há idade para algo deixar de ser válido para compra e leitura. Até mesmo livros didáticos de outras áreas costumam sofrer alterações muito sutis, após décadas de consolidação de novos conhecimentos.

Computação sempre foi uma área de pouca reciclagem e muito sucateamento de conhecimento, se comparado ao ritmo das outras ciências. Parece um pouco contraditória a minha afirmação, já que hoje somos totalmente baseados em camadas de conceitos anteriores reciclados e otimizados, mas eu me refiro especificamente à velocidade da mudança da aplicação destes coneitos. Se você ainda não entendeu, eu quero dizer que uma plataforma que você pega para aprender agora, fatalmente vai sofrer mudanças drásticas em cinco anos ou menos, isso se não deixar de existir. Vale comprar livro X?

Isso sem falar de livros muito específicos – aqueles pega-trouxa de aprender o que é MP3, para no último capítulo aprender a baixar uma pelo Napster, algum livro de 1-2-3 para “Windows 5”, ou até o glorioso “Detesto Windows! Versão 3.1”. São milhares de livros que já praticamente não há como e/ou por quê alguém comprar, e que ainda preenchem espaço. Outro dia eu vi um livro de programação para Android, do ponto de vista de que o T-Mobile G1 tinha acabado de sair. É muito recente. Mas já é muito antigo. Totalmente fora de cogitação. Um livro que não enfoque na API 15 (4.0.3) já pode ser quase considerado um desperdício. É importante aprender legado? É. É absolutamente necessário gastar dinheiro nele? Não acho.

Se livros não ganham o respeito que merecem, ler em monitor é extremamente cansativo e não existe um terceiro sistema de leitura que ainda não seja um brinquedo de plástico com preço de banhado a ouro, eu já não sei o que fazer.

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15 de dezembro de 2011 às 20:51

Minha primeira crítica literária

Ao menos a que eu me lembro.

O ano era 1995, e eu estava na primeira série. No primeiro semestre, para ser ainda mais específico.

Neste primeiro semestre, eu estudei na Escola Estadual Bernardo Monteiro. Não guardo boas lembranças de lá, evidentemente – aconteceu uma gincana que a segunda série ganhou, e eles conseguiram passar todos os malditos dias gritando durante todo o período de aula. É interessante notar que o mesmo comportamento acontece com os formandos na PUC São Gabriel, e a minha vontade de esgoelar quem faz isso só aumentou com o passar dos anos. Cheguei a ter um pequeno problema auditivo, que agora, parando pra pensar, pode ser uma das causas iniciais da minha dificuldade atual em compreender a voz humana.

Mas o ponto aqui é outra má lembrança.

O livro de português, que eu já não lembro mais qual era, me dava medo. Haviam algumas palavras e expressões que eram muito feias e lembravam pesadelos. Ler “LINGUAGEM NÃO-VERBAL” dava a sensação de que um cardume de piranhas iria arrancar meus membros, e eu tenho a mesma sensação até hoje.

Haviam muitos textos apropriados para um aluno da primeira série, que vomitaria com algo de mais de quatro parágrafos com aquelas letras grandes. Porém havia um que sempre me chamou a atenção, e depois da minha saída, habitou as entranhas mais obscuras da minha mente doentia. Aqui está ele, reproduzido na íntegra:

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15 de dezembro de 2011 às 20:03

Uma boa ação por dia

» por em: Tolices

Hoje, eu finalmente liguei para minha operadora, para pedir encarecidamente que parem de me enviar mensagens de promoções.

Quem diz que eu não luto pela paz mundial, é um hipócrita.

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15 de dezembro de 2011 às 10:10

Diferença cultural

» por em: Tolices

Eu tive mais um daqueles sonhos de uma versão bizarríssima de BH, cheia de pontes, viadutos e atalhos entre regiões. É basicamente uma visão “Roberto Brant” caricaturizada.

Nele, o que aconteceu não importa muito, visto que eu não lembro, mas o final me chamou bastante atenção.

Entrei em um ônibus para voltar pra casa. Ainda no começo da viagem, alguém pediu para que eu ajudasse uma senhora chata (como eu sabia que ela era chata, não sei, mas ela era uma humana, então eu não devia estar enganado) a voltar também, e do nada estávamos em um táxi.

O ônibus virou um táxi comigo e ela no banco de trás, um motorista e uma outra pessoa no banco da frente, ambos não identificados. Até aí tudo bem. Começamos a andar pelo centro, e eu lembro que estávamos ali no Mercado Novo quando aparentemente todos os outros veículos desapareceram (para dar destaque à cena, talvez) e surgiu um homem com terno completo e chapéu bastante extravagantes (não é todo dia que você vê gente combinando terno creme com gravata verde-musgo, e minha nossa, um chapéu na área do Mercado Novo!) que, de forma extremamente formal, retirou uma arma de um dos bolsos e declarou com perfeito recalque um assalto.

“Bom dia, senhoras e senhores. Gostaria de informar que deste momento em diante está ocorrendo um assalto. Repassem todos os bens de valor para mim, que ninguém saíra daqui ferido, por favor.”

Procurei ver minhas opções de ação. Olhei para um lado, olhei para o outro, pensei na chance de ser acertado pelo tiro se eu tentasse uma manobra mais enérgica, e por fim tomei minha decisão.

Falei “Ah, que se foda” e acordei.

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13 de dezembro de 2011 às 23:40

Considerações

Desconsidere o fim, o início e o miolo: já que nenhum destes faz a transmissão da ideia geral.

Enquanto isso, no Cafofo do Cotti...

Este ano passou voando, mas eu queria que tivesse passado ainda mais. Talvez eu devesse voltar a escrever – ainda que ninguém leia, principalmente para que ao menos eu lembre do que acontecer. Já acho seguro dizer que estou com um problema não muito bonito de memória.

Será que eu aproveitei algo da escola? Eu aprendi e captei muita coisa por alto, mas não ter conseguido um instante de concentração afetou muito a vida acadêmica. Arruinou, por assim dizer. Acho engraçado que muitas das perguntas que me foram feitas mais ao início do ano, já sou capaz de responder e desenvolver. Mas ao mesmo tempo, o conteúdo a mais que obtive me deu a certeza de que o abismo entre eu e um código DE NÍVEL EMPR que possa ser usado por outros é absurdamente enorme.

Foi um ano de péssimas ideias no geral. Algumas delas eu ainda vou fazer, como por exemplo enviar um e-mail de natal ao Sussman.

Talvez eu busque tratamento, especialmente para o meu dedo médio da mão esquerda, que foi meio que esmagado pela Aelis, sua textura de chumbo e seus 4kg (É sério isso? Tá no site da BOSS mas eu não consigo acreditar que seja só isso). Não é fácil tocar instrumentos de corda.

 

Mas o ano não tem sido só de boas notícias, né?

Meu conhecimento inútil aumentou, meu poder de luta cresceu e isso não é bom.

Agora eu tenho um 3DS. A parte engraçada é o tanto de coisas que exigem outras pessoas com 3DS e que eu não posso fazer, porque eu não tenho muito contato com pessoas, especialmente que talvez tenham um. Essa é a parte engraçada.

 

Eu acabei de esquecer o que eu ia escrever, então por agora é isso.

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23 de agosto de 2011 às 16:23

Guias cegos

Eu tive uma idéia realmente terrível. Tão terrível que até já foi feita, mas eu resolvi fazer minha própria implementação mesmo assim. Tenho dois bons motivos para rebater a máxima do compartilhamento de código para nossos vizinhos: Primeiro, eu ainda sou muito fraco e o outro já alcançou o Satori e segundo, o código dele é em FIOC.

Ele será uma espécie de navegador dedicado para um lugar específico, então eu não vou dar mais detalhes até ter uma build usável. Você poderá fazer buscas e encontrar todo o conteúdo que já foi feito.

Eu não decidi como será a arquitetura ainda. A opção que me daria a garantia de maior conteúdo disponível e de forma relativamente rápida após a sincronização dos dados é manter um banco de dados no computador do usuário. Mas algo me diz que alguma coisa pode ser feita com requisições específicas no Google Search. Ao menos economizaria espaço irrisório no disco rígido e me impediria de aprender na marra a mexer com banco de dados. Parece ser uma boa solução.

Mas eu não queria falar do programa. Eu queria falar da primeira implementação de download asíncrona que eu coloquei aqui. Basicamente, tem um arquivo .txt do qual eu posso tirar as informações básicas dos tópicos – Autor, link interno do tópico, data, resposta mais recente. (Aliás, é ideal para facilitar a sincronização dos dados, já que é só comparar a última resposta.)

Como eu nunca fiz isso, busquei alguns tutoriais. Acabou aparecendo como eu posso pegar um arquivo, com direito a ter uma barra de progresso (nossa, eu lembro de nunca ter feito uma funcionando em ActionScript 10 anos atrás) e um outro EventHandler para quando estiver concluído. Depois de imaginar o que cada linha fazia, ficou tudo bem. Aprendi.

   1:  private void GetThreads(object sender, RoutedEventArgs e)
   2:          {
   3:              WebClient webCl = new WebClient();
   4:              webCl.DownloadFileCompleted += new AsyncCompletedEventHandler(Completed);
   5:              webCl.DownloadProgressChanged += new DownloadProgressChangedEventHandler(ProgressChanged);
   6:              webCl.DownloadFileAsync(new Uri("http://dis.xxxx.org/xxxx/subject.txt"), @"c:\temp\subject.txt");  
   7:          }

Claro que para usar o objeto WebClient você precisa da SOLUÇÃO EMPRESARIAL System.Net.

Mas aí ficou faltando uma coisa, ele ainda não reconhecia o “AsyncCompletedEventHandler”. Volto para o Google e vejo que ele faz parte é do System.ComponentModel.

Olha, não foi nada difícil de descobrir, mas torra o saco.

Mas foi legal isso DANDO CERTO.

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